Os genéricos são medicamentos com a mesma composição qualitativa e quantitativa de um produto original de marca, cuja patente expirou. Sua produção obedece a rigorosos testes de qualidade, como os de bioequivalência (garante que serão absorvidos pelos seres humanos na mesma concentração e velocidade que os medicamentos de referência) e equivalência farmacêutica (garante que a composição do genérico é idêntica ao do medicamento que lhe deu origem).
Os genéricos são por lei intercambiáveis, ou seja, eles podem substituir os medicamentos de referência indicados nas prescrições médicas. Quando o genérico não é prescrito pelo médico, pode ser recomendado nos estabelecimentos de varejo pelo farmacêutico responsável, com total segurança para o consumidor.
Com a promulgação da Lei nº 9.787 em 1999, o programa de medicamentos genéricos foi feito com o objetivo de implementar uma política consistente de acesso a tratamentos medicamentosos no Brasil. O registro desses medicamentos segue critérios semelhantes aos adotados em centros de referência de saúde pública no mundo, como EUA, Canadá, entre outros.
Muitos brasileiros que acabavam não se medicando, ou que tinham dificuldades em dar continuidade a tratamentos e seguir prescrições médicas, foram beneficiados com uma alternativa segura e em média 40% mais barata que os medicamentos de marca.
Atendendo a mais de 60% das prescrições médicas, os genéricos englobam as patologias mais freqüentes e também grande parte das doenças crônicas que acometem a população brasileira.
O primeiro país a adotar essa política dos genéricos
foi os Estados Unidos na década de 60. Posteriormente,
alguns países da Europa também adotaram essa política,
ampliando ainda mais a indústria dos genéricos.
Atualmente, os medicamentos genéricos representam nos
EUA 72% do receituário médico e entram no mercado,
em média, três meses após a expiração
da patente.
Com o objetivo de propiciar à população
medicamentos com preços mais acessíveis e reduzir
gastos com a Assistência Farmacêutica, muitos
países têm adotado políticas agressivas
de promoção dos seus genéricos. A experiência
no mercado internacional mostra que os países
que buscam influenciar o comportamento dos médicos
com mensagens que comprovam a qualidade e a confiabilidade
dos genéricos têm obtido maiores êxitos
na promoção desses
medicamentos.
A experiência no mercado internacional mostra que os
países que buscam influenciar o comportamento dos médicos
com mensagens que comprovam a qualidade e a confiabilidade
dos genéricos têm obtido maiores êxitos
na promoção desses medicamentos.